Mesmo ao passar por um período intenso de chuvas, e meses após os últimos episódios de queimadas em Mariana, o consumo da vegetação pelo fogo desenfreado ainda traz consequências para o abastecimento da cidade.
Quando a cobertura vegetal é destruída pelo fogo, o solo perde a capacidade de absorção da água, o que reduz a quantidade hídrica dos lençóis freáticos. Sem a vegetação que fortalece o solo, ele também perde a firmeza e é escoado pela água da chuva diretamente até os rios, sem nenhuma resistência ou filtragem das plantas. Ou seja, o processo de erosão é intensificado.
Com as fortes chuvas que atingem Mariana, todos os sedimentos que se desprenderam do solo com as queimadas no ano passado, ainda estão sendo transportados até os rios, o que resulta no assoreamento das captações e, consequentemente, redução na capacidade de armazenamento de água.
A grande quantidade de areia ou terra que vem do solo elevam os níveis de turbidez da água, exigindo mais do tratamento, necessitando de uma maior quantidade de produtos químicos e esforços dos aparelhos de tratamento, como os filtros.
As queimadas comprometem o solo, os rios e o abastecimento de água. Proteger a vegetação é garantir água para hoje e para o futuro.

